Mais acima, numa casa cor-de-rosa da Travessa dos Lagares, cresceu Mariza, a mais internacional fadista portuguesa contemporânea. Junto à casa, agora fechado ao público, localizava-se o restaurante Zalala, onde Mariza aprendeu a cantar fado. Depois da abertura ao público do Centro Comercial da Mouraria no Martim Moniz, o bairro tornou-se num local bastante movimentado e acolhedor.
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Actualmente, a Mouraria é considerado um dos bairros mais seguros da capital; é um ponto de encontro de gentes de diferentes culturas e, simultaneamente, um local que mantém vivas as suas antigas tradições populares, como se pode confirmar pela existência de várias casas de fado, bares, tabernas e colectividades culturais e desportivas a par de estabelecimentos comerciais de origem chinesa e indiana, entre outros.
“Ai Mouraria da velha Rua da Palma, onde eu um dia deixei presa a minha alma, por ter passado mesmo a meu lado certo fadista de cor morena, boca pequena e olhar trocista. Ai Mouraria do homem do meu encanto que me mentia, mas que eu adorava tanto. Amor que o vento, como um lamento, levou consigo, mais que inda agora a toda a hora trago comigo. Ai Mouraria dos rouxinóis nos beirais, dos vestidos cor-de-rosa, dos pregões tradicionais. Ai Mouraria das procissões a passar, da Severa em voz saudosa, da guitarra a soluçar.” - letra de Frederico Valério, cantado por Amália Rodrigues
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